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    October 25

    Inteligência Emocional (Livro 1/2)

    Atualmente, um dos meus focos nos estudos é sobre o assunto Inteligência Emocional. Para os profissionais que desempenham função que dependem das pessoas, é fundamental entender como as atitudes e o comportamento humano se processam e influenciam as decisões e escolhas de cada um.

    Nós que atuamos na gestão de equipes e que temos o objetivo de tornar as pessoas cada vez mais produtivas e criar um ambiente adequado para que isso aconteça, é um tema que deve ser estudado com muita profundidade.

     

    Alinhado a essa meta, acabei de ler um dos dois livros que comprei sobre o assunto. Em “O Novo Profissional Competitivo: mais razão, emoção e sentimento na gestão”, o autor Carlos Faccina, renomado profissional que durante vários anos atuou na gestão de RH da Nestlê, fala sobre os fatores inatos e da natureza humana que influenciam a tomada de decisões e que devem fazer parte do processo de educação gerencial. Com uma linguagem não tão simples e com alguns trechos de difícil entendimento, o autor passa uma visão importante: não existem receitas e fórmulas mágicas para entender o comportamento humano. São diversas variáveis que devem ser levadas em consideração e todas elas podem ser refutadas e questionadas. Portanto, a única verdade em relação a este assunto é que não existe verdade absoluta e cada situação requer um tratamento diferenciado.

     

     

    Abaixo, seguem alguns registros que fiz ao longo da leitura de livro e que compartilho com vocês.

     

    Livro: "O Novo Profissional Competitivo, mais razão, emoção e sentimento na gestão"

    Autor: Carlos Faccina

    Registros escritos por Alércio Bressano

    - Excesso de calculismos, fórmulas prontas e regras podem atrapalhar realizações na vida (conclusões dos trechos finais do prefácio de Eduardo Giannetti)

    - O primeiro capítulo fala sobre a competitividade (variáveis sistêmicas, estruturais e internas), responsabilidade social como diferencial e sendo parte do plano estratégico da empresa e os desafios das empresas com a globalização (ter foco mais estratégico/inovação e menos na eficácia operacional).

    - Exemplo do case do criador do microcrédito: "O avanço do conhecimento é, sobretudo, a quebra de paradigmas e da rigidez do comportamento. A inflexibilidade não é amiga de novas ações ou de diferentes dimensões de um problema.”

    - O segundo capítulo aborda as ferramentas gerenciais de qualidade total (foco nos erros - defeito zero), reengenharia (mudanças e otimizações/integrações de processos, fazer mais com menos) e modelo de competências (inteligências múltiplas). O autor mostra que essas ferramentas cumpriram bem seu papel, mas consideram o profissional como tábula rasa (folha em branco que precisa ser preenchida do zero com os novos conceitos). Despreza os talentos inatos das pessoas (temos que buscar equilíbrio entre o meio e a natureza humana).

    - O terceiro capítulo aborda que o conhecimento deve ser aplicado às organizações de modo que equilibre a busca pelos resultados empresariais (aumentar receita e reduzir custos) e a satisfação pessoal, inovação e prazer das pessoas.

    - A moderna teoria do conhecimento humano visa passar de um modelo que tem a verdade, para algo realista e crítico, onde as conquistas são provisórias -> Razão Dogmática x Razão Crítica

    - Modelos devem ser tratados como uma simulação da realidade, e não como a realidade propriamente dita. É apenas um meio de compreender melhor a situação (auxílio/apoio).

    - Toda solução para um problema deve estar aberta a críticas (com objetivo de refutá-la). Se for, fazemos outra tentativa. Se não for, experimentamos, considerando que será criticada mais a frente. É um ciclo constante de "ensaio e erro" consciente.

    - Realidade mostra que as ciências administrativas (métodos de gestão) se distanciaram da filosofia e das ciências humanas.

    - As velhas doutrinas resistem à evolução do conhecimento, pois as novas teorias questionam as anteriores e não são aceitas pelos criadores de antigas teorias bem sucedidas (não são vistas como incrementos).

    - No quarto capítulo, é feita discussão sobre não somente as características do ambiente que influenciam as atitudes/decisões, como também o que é inato (natureza humana).

    - Não somente o ambiente tem a capacidade de transformar e adaptar gestores. A natureza humana tem papel fundamental.

    - "Devemos intensificar conteúdos que revelem a essência da natureza humana, para o aprimoramento da formação do profissional atual e do futuro?"

    - Num processo decisório, não pode haver separação do corpo e da mente, ou seja, o fator emocional não substitui o racional, complementa-o

    - Competências gerenciais têm que sair da sabedoria convencional (receitas e promover verdades prontas) e partir para a sua essência (instigar e provocar questões não advindas da sabedoria convencional, quebrar paradigmas, incentivar soluções criativas e insights).

    - Palavras-chaves: ter coragem, assumir riscos, liderar, criar, renovar, fazer analogias, ter insights. Entender como relacionar essas habilidades com as inatas (nosso software que nascemos)

    - "Autoengano perverso": não atentar para o que é inato e achar que as habilidades necessárias estão sendo exercidas (mas de fato não estão)

    - Deparando-se com qualquer problema, não podemos nos limitar a uma análise superficial, mas sim uma avaliação aprofundada a partir da Razão Crítica (exemplo da redução da criminalidade nos EUA).

    - Os recursos (principalmente humanos) das empresas serão cada vez mais escassos e dispendiosos. A principal questão será: o que priorizar? Inovar e renovar serão base estratégica das empresas. Foco: ser mais produtivo, eficiente e eficaz.

    - O quinto capítulo começa mostrando que inato, mente e corpo estão unidos (não somos um papel em branco e nascemos com programa inato e revelador do potencial influenciados pelos agentes do meio - cultura, religião, experiências)

    - Não considerar a natureza humana pode levar à exigência de sacrifícios que a maior parte dos seres humanos não são capazes de colocar em prática.

    - Emoção, sentimento e razão determinam o comportamento humano e são necessários para tomar decisões e direcionar a vida com mais prazer.

    - Sentimentos ocorrem na mente e emoções no corpo (como um edifício onde as emoções são as fundações e os sentimentos o topo).

    - Emoções são mecanismos de defesa em relação ao ambiente. Importante entender como elas ocorrem. Três tipos: de fundo, primarias e sociais.

    - A verdade deve ser constantemente refutada e não devemos deixar que ideias, processos ou modelos concebidos contenham a verdade e que fiquemos limitados a ela (a busca da verdade é uma tentativa contínua e sistemática do experimento cientifico - incorporar o beneficio da dúvida).

    - A razão crítica se constitui a conjecturar e refutar a verdade dos modelos preconcebidos

    - Sentimentos são importantes.

    - Os homens julgam as coisas de acordo com sua disposição mental, estado do cérebro.

    - Revolução cognitiva significa a ideia de que eventos físicos, funcionamento da mente e racionalidade não são fatores isolados. Significa também que a mente e capaz de explicar coisas sem recorrer a estereótipos predefinidos.

    -"O inato é base para a inteligência de resultados, sinônimo de padrões superiores de competitividade nas organizações empresariais".

    - Importante atentar que emoções e sentimentos são elementos fundamentais para estratégias e indutores de sucesso ou fracasso.

     

     

    Aproveito e indico também a revista Super Interessante de Outubro/2009 que fala sobre alguns conceitos e autores inclusive citados nesse livro (capa “O segredo de ser você”).

    March 16

    CEO Exchange - ManagemenTV (The Coca-Cola Company)

    No último dia 05 de Março, foi exibido no canal ManagemenTV o programa CEO Exchange. Um dos entrevistados foi o presidente da Coca-cola Mundial (The Coca-Cola Company), Neville Isdell.
    Ele conta como aceitou retornar à direção principal da companhia, após vários anos e depois de ter se aposentado. Destaca também a importância das pessoas e de como é fundamental ter foco somente no negócio de bebidas (posição contrária do grande concorrente, que investe também em alimentos).
     
    Tenho a oportunidade de vivenciar um pouco desse ambiente do negócio de bebidas, por trabalhar no Grupo Constâncio Vieira, grupo empresarial que é franquiado Coca-Cola para os estados de Sergipe, Alagoas e parte da Bahia.
     
    A outra entrevistada foi a CEO da XEROX, Anne Mulcahy.
     
    Vale a pena conferir...
     
      
     
      
     
    Por Alércio Bressano
    October 07

    Entrevista do Prof. Luiz Marins

    No último dia 17/09/2007, assisti ao programa Tribuna Independente, transmitido ao vivo pela Rede Vida. O entrevistado foi o Prof. Marins, antropólogo e consultor empresarial. Segue o registro de alguns comentários feitos por ele ao longo do programa e que é útil para o nosso dia-a-dia nas organizações:

     

    - Consequências para prazos não cumpridos devem ser severos!

    Situação: Gerente solicita a dois colaboradores a geração de um relatório para segunda e eles devem trabalhar no fim de semana. Um deles executa o trabalho e o outro informa ao colega que não vai executar e vai dar uma desculpa na segunda. Na segunda, o que não fez fala com o gerente e muda a data para a quarta. O que fez e entregou na data recebe a informação do gerente que não é mais necessário aquela data, pois o relatório dele depende do outro e ele deverá entregar junto com o outro na quarta. Com isso, o gerente não valorizou o que se esforçou e penalizou aquele que fez o trabalho conforme o previsto.

    - Foco nas Idéias! Não adianta ter várias idéias e não realizar nenhuma. Definir apenas uma e manter foco.

    - Quando somos crianças, temos o hábito de ser levado a fazer o que gostamos. Quando somos adultos, ao invés de procurar o que gostamos, devemos investir em aprender a gostar do que faz. "Não tenha ilusão de sucesso sem esforço".

    - Os profissionais mais antigos normalmente são mais desiludidos, não acreditam na empresas. O objetivo é resgatá-los! Mas deve haver coerência entre o que é dito e a prática.

     

    O programa também abre um espaço para que o telespectador envie perguntas. Aproveitei a oportunidade e fiz a seguinte:

    Prezado Prof. Marins,

    fui recentemente promovido à função de coordenador da área de desenvolvimento de projetos de software no departamento de tecnologia na empresa onde trabalho. Meu grande desafio é definir as metas de uma equipe de 15 pessoas e avaliar o desempenho de cada uma delas. Como fazer isso, de maneira que todos os colaboradores sejam avaliados da forma mais justa possível, evitando desmotivações na equipe?

    Muito obrigado pela atenção.

    Alércio Bressano

    Aracaju – SE

     

    Abaixo, transcrevo a resposta dada por ele:

     

    Para cada colaborador, pegar uma folha do papel e listar o seguinte:

    * Pontos Fracos

    * Pontos Fortes

    * Salario / Cargo / Tempo de Empresa

    * O que você espera da pessoa (informar isso de forma clara e direta)

    E você como líder, deve fazer com que cada liderado também fale como te vê (pontos fortes e fracos e o que ele, como subordinado, espera de você para que ele possa cumprir o que você quer dele).

     

     

     

    Por Alércio Bressano

    August 26

    Saber gerenciar as finanças pessoais é o primeiro passo para a realização de sonhos

    Ontem, dia 25/08/2005, aqui na minha residência, recebi dois grandes amigos (Jairo e Igor), com o objetivo de debatermos sobre o tema “gestão de finanças pessoais”. Não foi uma consultoria em finanças, foi mais um bate-papo bastante informal e o compartilhamento de experiências nesse assunto. Há 3 anos eu gerencio minhas finanças pessoais, seguindo uma metodologia (muita disciplina) e sendo apoiado por uma ferramenta (excel). E isso tudo nasceu de uma iniciativa de mudar uma situação desfavorável financeiramente, com dívidas e outros débitos e, atualmente, com as finanças sanadas, compra de carro e planejamento para compra de imóvel. E é essa experiência que compartilhei com Jairo e Igor. Espero que eles possam trilhar um caminho de sucesso, otimizando a utilização dos recursos financeiros em busca das realizações pessoais. Iniciamos o trabalho ontem de levantamento inicial e nos próximos encontros estaremos configurando a ferramenta e fazendo um planejamento visando as necessidades de cada um deles.

    Particularmente, fiquei muito satisfeito com o encontro, visto que faz parte da minha missão de vida compartilhar conhecimentos para a melhoria de vida. E, se cada um de nós fizermos pequenos gestos como esse, seremos responsáveis por grandes mudanças na vida das pessoas. Como falei para eles, indicarei apenas o caminho, mas eles terão que caminhar, ou seja, eles são os únicos responsáveis pela atitude de mudança.

              

    Tenham um bom fim de semana,

    Alércio